E tem aquela...

A maior mentira que contamos a nós mesmos é quando dizemos que já esquecemos alguém, porque as pessoas viram memórias e as memórias estão sempre ali, nos lembrando de alguma coisa…

Tem aquela pessoa que é seu primeiro amor, na época você pensou que ia ser o seu único, mas hoje, é aquela memória de como você mudou e amadureceu.

Tem aquela pessoa que é o primeiro caso, vocês se conectam na hora, mas os dois sabem que vai ser só o hoje e nunca mais, esse nunca mais se torna aquela memória que te faz sorrir sempre.

Tem aquela pessoa que queria ter algo mais sério com você, mas você não quis, aí fica aquela memória que massageia o ego e a dúvida eterna do “como seria se…”

Tem aquela pessoa com quem você queria ter algo mais sério, mas a pessoa não quis… A memória que destrói o ego e aquela dúvida do que teria acontecido se você tivesse esperado um pouco mais ou se tivesse feito algo diferente.

Tem aquela pessoa que você amou demais e por isso doeu mais quando acabou. Aquela com quem você realmente se abriu, aquela que te proporcionou as melhores memórias e as mais difíceis também.

Tem aquela pessoa que você se arrependeu de ter tido algo, vocês nunca tiveram nada em comum e mesmo assim na hora pareceu fazer sentido, aquela memória que você quer apagar, mas que de alguma forma te ensina alguma coisa, nem que seja só: Não exagere tanto na vodka.

Tem aquela pessoa que te surpreende e é quem te faz ter a esperança de que ainda tem muita coisa boa por vir…

E tem aquela pessoa que vai colecionando memórias…

Marcos Korody

23 Abr 14
leitura leve que se torna carregada de significado para quem lê. parabéns, muito bom! : )
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