AMANDA ACORDOU!

E reduziu-se a um cotidiano insólito, posto que atingiu acentuado despautério. A brutalidade dos pensamentos eram tais que Amanda não alimentava-se mais, não tinha alcance para entendê-los, ou não conseguia ainda enxergar os remendos, retalhos amarrotados por sua cegueira ao longo dos anos que a fizeram perder-se… Perder-se de si, do mundo todo.

Amanda acordara aflita e desmedida, quase não cabia em suas roupas, a casa revirada e todos os cômodos vazios, aflitos, iguais Amanda.

Passou o dia todo andando pra lá e pra cá, tentando se lembrar o que havia acontecido, o que acontecera naquela casa, naquele corpo?

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